Começa na cobertura de um condomínio no litoral. O desconhecido ali é você e, por isso mesmo, nada mais a fazer a não ser se misturar. Bebe-se, come-se, fuma-se. Quando vê já tá na sala, dançando Beatles como se fosse micareta. Isso sem contar a testada na porta da varanda. Noite que termina com uma mão na parede e outra no chão, pra ver se o mundo para de rodar.
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Passa pro churrasco daquele amigo que bota duzentas pessoas na própria casa. Clima bom, pessoas e cachorros alegres; bebe-se, come-se, fuma-se. Uma desconhecida pergunta se a fila é do banheiro e a resposta é sim, só deixa eu fazer cocô antes e você entra na sequência. Ela não espera, se retira.
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Finalmente no trabalho novo, oferecem aquelas balas-minhoca-gelatina e a mãozada traz logo três. Que se mostram muito mais azedas do que você gostaria. Pouco antes de partir, pausa pro banheiro e na saída o corredor está um breu. Na mesma hora, alguém a um palmo de distância te dá um tremendo susto. Você pula, grita, coração dispara e quando acende a luz, encontra o presidente da empresa gargalhando. Sorte a sua não ter xingado.