16/10/2009

Muita CALMA nessa hora

Stephan Doitschinoff é um artista plástico brasileiro cujo trabalho tem ganhado bastante destaque ultimamente, não apenas em nosso território. Sua tinta e pincel passam pela arte de rua, pela cultura popular brasileira e vão além.

Particularmente, lembro dele no Nenê Vudu, banda de ska-core que foi presente em outros tempos do barulho paulistano.

O fato é que, entre 2005 e 2008, o cara esteve no interior da Bahia - mais precisamente em Lençóis, cidade da Chapada Diamantina que ainda hei de conhecer - e tratou de pintar as casas das pessoas.

Veja o registro nesse curta, que vale mais que os 13 minutos do seu tempo:



A trilha é dos sempre bons Hurtmold. E só para dizer que, quando se ama o que se faz, não existe trabalho e sim realização.

09/10/2009

Tiete far from home

Eu tinha acabado de mandar um kebab na pracinha de alimentação. Lembro de uns pedaços graúdos de cebola crua, bafão que só alguém sozinho suporta. Fato: minhas companhias já tinham se mandado, depois do ótimo De La Soul. Férias eram exclusividade desse sudaca aqui, de rolê num festival em Barcelona.

Passei por Vampire Weekend, mandei o kebab e fui conferir o Midnight Juggernauts. Quem não saiu do meu lado o tempo todo foi a Estrella Damm, gostosa que só ela. Àquela altura dos 5,5% de álcool em temperatura ambiente, a multidão era minha amiga e nada me faltaria.

Foi nessas que abordei um sujeito pra perguntar se ele não era o Geoff Barrow. Certeza que era o cara. O Portishead tinha despejado sua densidade na mesma noite e eu agora via o mentor da banda ao alcance do meu teor alcoólico. Ele tava muito louco de sei lá o quê e a altura do som não ajudava qualquer diálogo. Tive que repetir várias vezes e com pronúncias diferentes: Are you Geoff Barrow? Eres Geoff de Portishead? Tu t'appelle Geoff?

E talvez o camarada ainda achasse que estava sendo xavecado, sei lá. Eu só queria saber se ele era o Geoff. Se fosse, me ofereceria para lhe pagar um kebab. Sem cebola, claro.

Até que ele entendeu, deu risada, disse que não. Ainda deve ter comentado com os amigos sobre o gringo bêbado, ó o cara... E eu, num lampejo de sobriedade, fui embora.

E tudo isso pra dizer que o Midnight Juggernauts tá com um clipe novo. Que se a vibe MGMT da música não empolgar, pelo menos o vídeo é bonito de se ver. Especialmente se você estiver sob efeito de um kebab lisérgico ou algo assim.